Image Map

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Resenha: Cidades de papel


“É tão fácil se esquecer de como o mundo é cheio de pessoas, lotado, e cada uma delas é imaginável e sistematicamente mal interpretadas.” 



O livro conta a história de Quentin, ou Q, que tem uma paixão não tão platônica por Margo,   desde quando eram pequenos. O problema é que desde a infância, muitas coisas mudaram, de amigos passaram a ser colegas, mas ele nunca deixou de pensar nela. Até que um dia, ela aparece na janela dele (como na infância) chamando-o para uma aventura noturna, ele topa, e os dois saem pela noite realizando tudo do plano já feito que ela desenvolveu.
 Acontece que, no dia seguinte, ela desaparece. Seus pais até acham a situação normal, pois ela costumava fazer isso e deixava pistas para que eles pudessem encontrá-la. Só que dessa vez, tudo indica que as pistas deixadas não eram para seus pais, nem para o detetive. E sim para Quentin. 

A minha coisa favorita do livro é como os personagens foram criados, como eles são, suas personalidades, brincadeiras (algumas desnecessárias, notei) e claro, a cada duas páginas, você achava um trecho para servir de citação em qualquer rede social. Use-as com moderação por favor.

Recomendo muito o livro, porque com ele eu tive uma nova visão das pessoas. A Margo me surpreendeu bastante com a personalidade e seu modo de pensar. Quando chegarem na parte onde ela menciona as cidades de papel, me digam qual a conclusão que vocês tiveram, porque eu tive a minha.  

O livro também mostra que na verdade a personalidade de uma pessoa em questão, que nós não conhecemos realmente, somos nós que criamos. Nós que fazemos uma falsa personalidade, apenas para ter a segurança de saber que conhecemos a pessoa, e não é bem assim.

Como toda a escrita de Jonh Green, o livro faz você vivenciar aquilo de uma forma leve e gostosa de ler. Faz você querer mais, e eu necessito de uma parte 2, porque o final fica cheio de esperanças e porquês. 

O entendimento dele não é tão fácil, já que existem metáforas e pensamentos que cada um interpreta do seu próprio jeito. E foi isso o que eu gostei. Jonh joga suas frases, e perguntas para o alto e deixa que você as responda mentalmente.


 Ps: Li online. Quero informa-lós que está chegando o dia das crianças,Natal,Meu Niver que nem tá tão próximo assim,mas eu aceito presentes adiantados...Então se houver no mundo uma alma caridosa que quiser me presentear com o livro, Eu Agradeço!!


Xero,
Tatá.