Talvez tenha sobrado as histórias vividas. Talvez tenha sobra as conversas no WhatsApp, o cheiro do perfume.
Talvez a culpa de tudo ter dado errado foi minha. Desculpa!
Eu ainda não me conformei com a pequena quantidade de minutos em que ficamos juntos. Não me conformei ainda dos nossos encontros, tão desencontrados. Não me conformei da existência de amores de verão. Não sei o porquê da não extensão para a primavera, outono e inverno. Eu ainda não apaguei a sua foto do meu celular, sabe eu deixo ela lá como uma aviso masoquista de que você não é meu. (e talvez nunca será)
Talvez tenha sobrado aquele frio na barriga quando te vejo online no Facebook. Talvez tenha sobrado na minha memória a imagem do teu sorriso, e o balanço do som da tua voz.
Talvez a culpa de tudo ter dado errado foi minha. Desculpa!
Eu ainda não me conformei com a ideia de te encontrar só no próximo verão, se é que daqui pra lá você ainda lembra da minha existência, e eu da sua. Eu ainda não me conformei com a velocidade com que o tempo passou. Sei lá, é estranho.
Talvez tenha sobrado aquela música que me lembra você. Talvez tenha sobrado os nossos amigos em comum. Talvez tenha sobrado até aquela Coca-Cola que bebemos juntos.
Talvez a culpa de tudo ter dado errado foi minha. Desculpa!
Eu ainda não me conformei com as coisas que não são do meu jeito. Não me conformei de você ter ido embora, eu também fui, mas ainda não me conformei. É tão difícil rasgar o livro, mudar de romance, principalmente quando a história é boa. É difícil parar de procurar sobre você nas redes sociais, parar de tentar saber se você está com outro alguém, parar de contar e recontar toda história que aconteceu para as amigas.
Talvez tenha sobrado aquela música que você cantou para mim. Talvez tenha sobrado aquelas suas previsões para o futuro. Talvez tenha sobrado as nossas tentativas de dançarmos juntos. Talvez tenha sobrado as suas caras de ciúmes. Talvez tenha sobrado as suas piadinhas infames. Talvez tenha sobrado os nossos desentendimentos. Talvez tenha sobrado todas aquelas palavras que o teu olhar me disse. Talvez tenha sobrado todas estas coisas. Talvez não tenha sobrado nada.
Talvez a culpa de tudo ter dado errado foi minha. Desculpa!
Xero,
Tatá.
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