Sabe aquela
calçada que a gente sentava? Pois é, ela sempre pergunta por você. E sabe, eu
só queria que a nossa música tivesse uns minutos a mais, queria que o nosso
amor tivesse durado mais um pouco, o nosso amor louco. Queria ter você como meu
melhor presente, não como meu passado esquecido. E eu não queria que você fosse
só mais uma bijuteria barata, que enferruja e perde a graça, nem que fosse
aquela roupa velha que com o tempo mofa
e é esquecida. Queria que você fosse aquela peça mais estampada do armário, que demonstra a
felicidade. Queria que tu fosse o feijão da minha cesta básica, e não o
colorau, o tempero do meu miojo, a melodia da minha música. Não queria que tu
fosse aquela sandália que machuca os pés, do dedão até o calcanhar. Queria que
você voltasse, entrasse, e ficasse, para sempre.
Pessoas na
rua tem um pouco de você, mas você e só você, você completo. Confesso, de todos
os olhares trocados, os melhores foram contigo, eles ainda estão em mim, estão
aqui, ficaram para sempre. E sinto tantas saudades, saudades de você, e me
confundo sem querer, e me pergunto sempre o por que, que tudo aconteceu. Mas
por culpa tua, acabou!. E agora tu vive de outros encantos, e por outros
cantos vivo eu.
Sobre aquela
nossa canção, eu queria te dizer, que eu já não escuto mais, ela me tira a paz .
Sabe aquela que a gente dançava, já não faz mas tanto sentido pra nós. Nossas
noites de violão, com o cheirinho de chuva que molhava o chão, ficaram como
chave do meu baú de sonhos. Juro, se pudesse, te apagaria da memoria , mas eu
tô na luta, eu tô com fé. Preciso aprender a por ponto final em vírgulas que já
não tem sentido. Mas agora, não sei o que fazer, eu não posso ter você, mas o
teu cheiro ainda esta em mim, e me pergunto como vai ser, quando a gente se
rever, no começo da estação.
O remédio é
o tempo, e ele passa, e você começa a perceber, que apesar de tudo você
consegue viver, por que amores só são amores quando temperam verdadeiramente a
vida, e as vezes cansa amar sozinho. O final, nem sei como vai ser, nem sei o
que escrever, nem sei pontear. Por que o
nosso fim, sempre tinha um novo começo, mas agora nem sei como vai
ficar. Tantas vírgulas forçadas, tantos pontos mal colocados, mas esse é apenas
um ponto preto, sem uma luz no fim do túnel, eu espero.
Deletei todas as nossas fotos, e as músicas
que a gente escutava, e os nossos momentos bons, coloquei numa caixinha e guardei
no cantinho da gaveta. O número do teu celular, apaguei, mas a minha mente
teima em lembrar, preciso esquecer o jeito que você sorria, o seu olhar. Os
mínimos detalhes. E se por acaso te bater saudades, ou um perfume te trazer
lembranças minhas, não me ligue, Por Favor!
Xeroo,
Tatá (escritora de recados na geladeira, de guardanapos,de ultima folha de caderno ,sempre que dá vontade rs' sou anônima muito famosa, e continuo pobre)




